Sobre Lucas Kafruni

Idealista.

wayyy

Toda vez que o brilho dos teus olhos se extinguirem,
eu digo, sim, você está no caminho errado.

E se eu não estiver lá para te olhar e avisar,
olhe-se no espelho, e me diga o que vê.

Seus olhos estão brilhando, e seu corpo está pulsando ?
Ou seus olhos estão cansados, e seu peito está vazio ?

lucask

E talvez

e talvez, no fim, tudo seja sobre ser você mesmo.
sobre ir quebrando todas as máscaras que usamos,
até libertamos nossa oprimida essência.

e talvez, no fim, toda tentativa de nos protegermos das dores do mundo,
e de usarmos tantos escudos, e nos acharmos espertos por isso,
seja enfim a maior burrice de todas que se possa existir.

e talvez, no fim, tudo seja sobre ser sincero consigo mesmo,
e não apenas ser sincero ou correto com todos os outros.

e talvez então, só então, seja o nosso verdadeiro começo.

Lucas k.

a visão

sobre todas as dores repousam o medo,
que delas se alimentam como carrapatos,
sugando-lhes o que resta de sua força,
e alimentando o medo imaginário.

milhões de projeções de mentes doentias,
que criam e re-criam seus destinos sofredores,
sem enxergar seus carrapados sugadores,
que são alimentados por seus proprios criadores.

energia vital jorrada para o abismo,
cavando  buracos, enormes precipicios,
é o ki projetado na ilusão do medo,
gerando o eterno karma, o desentendimento.

por que não foca a luz do criador,
e se liberta deste estado de torpor?
mais a frente o caminho é reto,
e vais ver que o medo não existe no amor.

Lucas K.

labirinto,labirinto

labirinto, labirinto
para onde você me leva?
será para o infinito,
de voltas em mim mesmo?

labirinto,labirinto
aonde é que estou?
será este o finito,
mundo que eu criei?

labirinto, labirinto
porque tantas voltas dei,
se a saída eu sabia,
fui eu que te criei!

labirinto, labirinto
porque não chego à saída?
será tão boa a grama,
que por aqui quero ficar?

Não, meu caro jovem.
aqui todos buscam a saída,
todos querem se encontrar.
Te vêem andando por ai,
e perdido pensam que está.

Tolos são eles que,
não enxergam a verdade,
ao invés de sair correndo,
tu estás a apreciar a paisagem.

labirinto, labirinto,
haverá tesouro na saída?
ou algo tão belo assim,
que justifique a correria?

Sim, meu caro jovem,
e no final vão descobrir,
o tesouro era o caminho -
não chegar primeiro ao fim.

lucas k.

Infinitos jardins

Jardins suspensos,

em diferentes degraus,

em cada qual um reino,

com histórias do bem e do mal.

Dos férteis jardins,

brotam sementes de paz,

alimentando o povo,

da esperança fugaz.

Em cada jardim,

uma verdade impera,

e da colheita do povo,

a fartura se espera.

E lá de cima,

e lá de baixo

do infinito e abstrato,

permanece ele olhando,

das janelas o resultado.

Estará ele olhando,

por dentre suas janelas

seus muitos jardins,

jardineiros e sementes?

Lucas K.

Infinito de possibilidades

Tenho em mim todas as possibilidades existentes, e inexistentes. Como escolher apenas um caminho nesse mar de alternativas que levam a destinos tão distintos? Como me limitar em uma vida vulgar, sem brilho, sem alma, quando tenho o infinito dentro de mim? Não vim do nada e vou para o nada como muitos dizem. Vim do tudo, e para o tudo regressarei. Sou um ponto brilhante, um fragmento do universo, contenho o infinito dentro dos meus versos. Então, porque me limitaria em acreditar ser apenas mais uma massa inerte em meio a um grande formigueiro, se posso crer ser um ponto brilhante em meio à vastidão dos cosmos? Qualquer visão é a apenas um visão, qualquer crença é apenas uma crença, mas querendo ou não, elas constroem ou desconstroem nossos caminhos, nossas possibilidades, nossas escolhas. Prefiro escolher crer que possuo o infinito dentro de mim, e  que, por mais fundo que seja a jornada que eu empreender internamente, novas realidades irão continuamente desabrochar, trazendo cada vez mais alegria, paz  e felicidade para minha existência. E  com isso, seguir com a petulância de fazer os que estão ao meu redor, enxergarem que são muito mais incríveis do que possam sequer imaginar.

 Lucas Kafruni

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Sobre a mudança.

Pô vo te conta hein, esse elevador tá sempre demorado. Bá esse tempo não podia tá mais feio hoje né? Nossa to exausto, hoje vai ser só no café. Esse trânsito tá insuportável, assim não dá! Porra, não aguento mais aula toda noite, que saco.

Olha, a realidade, querendo ou não, vai ser sempre a mesma, afinal, nossa sociedade é por si só desorganizada, e uma mudança substancial não vai acontecer enquanto estivermos vivos. Mas isso não quer dizer que nós, por conta do exterior, temos que nos desorganizar a tal ponto que sejamos  um reflexo do que está fora. Pelo contrário, afinal a verdadeira revolução é a interior, e de nada adianta ficar reclamando se não houver um efetivo movimento de mudança exterior. Só que sabemos bem que – apenas – aqueles que estão bem estruturados interiormente, tem a energia propulsora  de agir externamente, de forma a, ao invés de gastar energia em palavras e ações destrutivas, fazer algo construtivo. O resto, em geral, só reclama, reclama e reclama, faça chuva ou faça sol.

Então meu amigo, antes de abrir a boca para contaminar o ambiente e os tímpanos alheios com o lixo mental que você tem produzido, começa a refletir, mas olha, reflete mesmo, lá no fundo do seu ser. Cedo ou tarde, como qualquer pessoa, vais relembrar que, sim, a sociedade é uma merda, os valores estão invertidos, as pessoas estão enlouquecendo, mas que, compete apenas a ti, e isso é um trabalho individual, buscar referências na sociedade para organizar o teu interior, que pode ser – apesar de tudo – organizado, moral, limpo e inabalável.

Afinal, se o exterior está passando através de ti, sem qualquer filtro, de tal forma que tu te tornou apenas um aglomerado de massa negativa, que só enxerga o que é negativo, é hora de fazer uma parada estratégica, e buscar separar o que está dentro, do que está fora. Começar uma reconstrução interna, jogando o que não presta para fora, e absorvendo aquilo que presta para formar teu novo interior, aliado a um novo olhar super critico em relação ao exterior, seja ao meio, ou até mesmo as pessoas a sua volta.

Olhar critico? Sim, pois moldando teu interior de acordo com os valores novos que tu absorver, vai começar a ver a beleza brotando de onde tu não pensaste existir beleza, bem como, criar uma barreira de proteção contra toda sujeira externa que entrava antes dentro de você. Daí, para começar a se contagiar com a beleza da natureza, o sorriso das pessoas, com o azul do céu, com a dança do vento, as crianças e todas pequenas coisas da vida, é um passo. Eis a questão, mude seus referenciais, atualize seus modelos mentais, e dê importância ao que, de fato, tem importância. Se fizer isso, provavelmente vai parar de gastar energia para reclamar, e utilizar essa mesma energia para se aprimorar, e interagir de forma a construir um exterior melhor, seja entre os amigos, família, trabalho, ou até mesmo comunidade, cidade, país, se fores um líder mais global.

Mas o jargão popular já diz, falar é fácil, fazer é difícil. É verdade, mas se alguém não tomar o papel de amigo para nos puxar a orelha de vez em quando, agente segue tropeçando sempre nos mesmos erros. Então, meu propósito não é dar uma aula de moral, até porque sou um eterno aprendiz, mas tentar lembrar certas coisas que eu sei que as pessoas tem guardado no fundo de suas consciências, mas que acabam obscurecidas pela poeira mental que nossa sociedade produz. Além de é claro, prestar um serviço público, lembrando que, o meu ouvido, e o de todos que concordam comigo, não é pinico!

 

Lucas K.

leveza.

Que me levem tudo.
A estima, beleza,
auto-estima,
a cerveja.

Mas que fique a leveza.
Destreza que eu tenho,
de ver a vida,
sem algemas.

Lucas K.

Novos ventos

É a brisa. Nos dois. O vento. A promessa de um invento. Que cure a dor, que traga o amor. É o canto daquelas árvores. Sinfonia do vento. Melodia desconcertante. É o concerto. É a voz do silêncio. São as respostas no ar. Para quem quer mudar. A si mesmo. Ao mundo. É o fim dos tempos. Para os impuros. Imorais. Irracionais. Os tais maiorais. É o vento dos novos tempos. Da sublimação. Energização. Eternização. Dos valores morais. Atemporais. Para os seres imortais. É a chuva que lava a dor. Que traz o amor. Leva o rancor embora. E todos que com ele corrobora. É o lento despertar. Dos cegos de si mesmo. Dos que vivem com o medo. E tentam acordar. É o susurrar dos velhos tempos. Que aqui vem ensinar. Através do novo invento. É chegada a hora de amar.

Lucas K.

Os Idealistas

São os gritos do âmago de um grupo que busca a democracia. É a raiva interiorizada de repressões de tantas vidas. É o inconsciente coletivo. Movimento consciente de poucas almas. É o medo expresso do porvir nas unhas roídas de tantos dedos. É o nervosismo expresso nos braços cruzados. É a paz tóxica tragada em cigarros. São as cordas vocais marcando os pescoços. E a organização de um mundo novo. É a coragem daqueles que acreditam em si. São as mãos entrelaçadas que protegem um ao outro. São os pacíficos. Os moderados. Os agressivos. A união de vários que formam a correnteza. Rio que derruba barreiras, transpõe margens, invade limites. Mostra sua autonomia, concretiza utopias. Acredita na vida. Mundo de alegrias. São cabelos despenteados. Roupas sem marcas. Almas marcadas. Brilham por dentro. Não brilham por fora. É o fogo interior que a chuva não pode apagar. E que os gritos e ameaças não podem acessar. É o rio incandescente que ferve as veias. São os valentes. Os destemidos. Que não se corrompem pelo dinheiro, para sentir o poder. Que não precisam de armas para mostrar sua força. Que não precisam de músculos para impor respeito. São os poucos e bons. Nasceram poderosos, no berço das grandes idéias. Torres intransponíveis, alicerçadas nos céus. São os realmente humanos. Os que mataram o egoísmo. É o brilho dos parques, nas manhãs de domingo. É a abnegação. Negação de si mesmo. Entrega a um grupo, que pensa no mundo. São os gritos criados, para varrer a sujeira. É à beira do abismo, para o inimigo. Inimigos de si mesmos. Que mataram seus ideais, para se sentirem os tais. É o sentido para os que perderam o sentido. A direção para os que perderam o rumo. O norte para os que remavam para o sul. As idéias para os que sofrem amnésia. É a luta pela democracia ofuscada pela burrocracia dos egoístas. É a esperança que move os sonhadores. São os sonhos que viram realidade. É a realidade de um mundo justo. Aonde todos possam sonhar. E acordar. E lutar. E dormir. É um dia após o outro. E outro. E outro. Resistindo bravamente aos valores invertidos. Aos fracos de espírito. É o grito pela harmonia, justiça, paz e amor. É a luta pela democracia. É o chapéu que tiro para os idealistas.

Lucas Kafruni