Tenho em mim todas as possibilidades existentes, e inexistentes. Como escolher apenas um caminho nesse mar de alternativas que levam a destinos tão distintos? Como me limitar em uma vida vulgar, sem brilho, sem alma, quando tenho o infinito dentro de mim? Não vim do nada e vou para o nada como muitos dizem. Vim do tudo, e para o tudo regressarei. Sou um ponto brilhante, um fragmento do universo, contenho o infinito dentro dos meus versos. Então, porque me limitaria em acreditar ser apenas mais uma massa inerte em meio a um grande formigueiro, se posso crer ser um ponto brilhante em meio à vastidão dos cosmos? Qualquer visão é a apenas um visão, qualquer crença é apenas uma crença, mas querendo ou não, elas constroem ou desconstroem nossos caminhos, nossas possibilidades, nossas escolhas. Prefiro escolher crer que possuo o infinito dentro de mim, e que, por mais fundo que seja a jornada que eu empreender internamente, novas realidades irão continuamente desabrochar, trazendo cada vez mais alegria, paz e felicidade para minha existência. E com isso, seguir com a petulância de fazer os que estão ao meu redor, enxergarem que são muito mais incríveis do que possam sequer imaginar.
Lucas Kafruni
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Sensacional, Lucas! Parabéns!
Este texto foi um niilismo às avessas duas vezes.
Forte abraço.